Canto do silêncio
ainda…

"Ontem por incrível que pareça todos os lugares que pisei eu te procurei. (…) Fiquei feliz em poder sentir tua falta, - a falta mostra o quão necessitamos de algo/alguém. É assim o nosso ciclo. Eu te preciso. Perto, longe, tanto faz. Preciso saber que tu está bem, se respira, se comeu ou tomou banho - com o calor que está fazendo neste verão, tome pelo menos uns três ao dia, e pense em mim, estou com calor também. Me faz bem pensar nessas atividades corriqueiras, que supostamente você está fazendo. Ah, e eu estou te esperando, com meu vestido curto, óculos escuros grandes e meu coração pulsando forte, e te abraçar até sentir o mundo girar apenas para nós. 
É, eu gosto muito de ti.



Caio F.

Não foi por mal… nada foi por acaso

Aos poucos vou perdendo as coisas, largando-as no meio do caminho, me desfazendo. Perdi a pose, a paciência, a moral, o respeito, a fala. Perdi o passo, a vontade e a vocação. Já perdi amores e amigos. 

Vou encontrando.

Vou perdendo;

ReEncontrando.

"Se eu não te fiz entender

Não foi por mal

Não foi por nada

Nada foi por acaso…”

Por Acaso - 1ba

Feliz meu aniversário!

Parafraseando Caio Fernando Abreu:

"Me desejo uma fé enorme.
Em qualquer coisa, não importa o quê.
Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias.
Tomara que eu não desista de ser quem eu sou por nada nem ninguém deste mundo.
Que eu reconheça o poder do outro sem esquecer do meu.
Que as mentiras alheias não confundam as minhas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o meu calor mais bonito.
Que, mesmo quando estiver doendo, eu não perca de vista nem de sonho a idéia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, eu continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, eu invento.
Quero ser feliz, quero me ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas. 
Que meus 20 e poucos anos sejam doce. Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.
Que seja bom o que vier, pra mim.”

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What is it?

Mesmo negando.

Mesmo deixando você ir.

Mesmo não te pedindo pra ficar.

Mesmo estando longe…”

Caio Fernando Abreu

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Seja todo você

"Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa, eu exijo. Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa…”

Caio Fernando Abreu

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Dores do silêncio

"Dói. Se me perguntarem o que acontece, só saberei responder isso: dói. Se me perguntarem onde é a dor, ainda assim só responderei: dói. Tudo tem a ver com aquele grito reprimido, aquele sonho escondido, aquele choro nem sempre contido: dói. Aquela vontade de cortar a garganta para não poder gritar. Aquela vontade de arrancar os olhos só pra não poder ver. Aquela vontade de esmagar o coração só para não poder sentir. Mesmo com todas essas coisas incapacitadas ainda assim doeria. Porque não está na garganta, nos olhos, no coração. Está em toda parte."

Caio Fernando Abreu

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Luz

"A gente se apertou um conta o outro. A gente queria ficar apertado assim porque nos completávamos desse jeito, o corpo de um sendo a metade perdida do corpo do outro. Tão simples, tão clássico. A gente se afastou um pouco, só para ver melhor como eram bonitos nossos corpos nus estendidos um ao lado do outro, iluminados ele disse… E brilhamos."

Caio Fernando Abreu

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Remar, Amar.

"Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou (…). Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia (…). Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar. “ 


Caio Fernando Abreu

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é necessário

"É preciso se desapegar, se desprender de certos sentimentos e lembranças que insistem em permanecer na memória e no coração. Hoje me peguei pensando, na minha dormente cicatriz, e em como eu estava tempos atrás… nunca um outono foi tão amargo e escuro… Pensar nisso ainda incomoda, é incrível como algumas coisas deixam marcas, e até parece que foram marcadas à ferro, porque você ainda as sente."

Caio Fernando Abreu

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Só.

"Discretamente, enviei sinais de socorro aos amigos. Ninguém ajudou. Me virei sozinho. Isso me endureceu um pouco mais. Não foi só você, não. Foram também pessoas até mais íntimas, (…) me virei sozinho com enormes dificuldades. Não me lamuriei. Mas preciso que as pessoas saibam que isso doeu — exatamente porque algumas destas pessoas (…) importam para mim."

Caio Fernando Abreu

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